quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ariano sem par (Ou um androide qualquer)


É solidão
Talvez eu aprenda a conviver com ela, um dia...
Talvez eu viva rejeitando sua existência...
Sua sombria existência
Mas eu não posso mudar o que já existe
E não posso fingir, já que estou triste
Os livros, os discos, os passos, os fatos
Eles insistem que eu tenho que ser feliz
Ser o que um dia eu quis
Mas quando volto tarde pra casa
Não, não há para quem telefonar
E no longo caminho
Não há ninguém a me esperar
Pra me perguntar como foi meu dia
Pra me dar um pouco de alegria
E companhia
Antes de me deitar
E os beijos de boa noite nunca existiram
Não existiram os abraços quentes também
E quando o frio se fez presente
A felicidade estava ausente
E ninguém ali, pra me aquecer
E tudo parece perecer
Enquanto me perco em sonhos baleados
Não, não há ninguém do meu lado
E nunca houve alguém...
Nunca houve alguém.

"Acho que a gente é que é feliz"

Quem é que fuma cigarros de aranha?
Ou se deita ao meio-dia no meio da grama?
Quem faz festa nos dias de tristeza?
E faz “pinga com fogo” em cima da mesa?

Quem sobe no muro pra tentar ser gato?
E faz do gato “gato e sapato”?
Quem tem um “Pé Preto” dentro de casa?
E quem é que consegue voar só com uma asa?

Quem presume saber tudo?
E tem a maior atenção do mundo?
Quem faz chá sem graça pros amigos?
Quem finge ler seus livros?

Quem venera uma voz irritante?
E brinca de voar na escada rolante?
Quem já se apaixonou por um homenzinho virtual?
E diz pra todo mundo que é legal não ser normal?

Quem olha para o céu e tenta ver plutão em Aquário?
E quem já construiu um mundo imaginário?
Quem consegue ser homem e mulher
E ainda assim não saber o que quer?

Quem já chorou por não ter tido sexo?
E acorda cedo falando coisas sem nexo?
Quem oferece um sofá aconchegante?
E quem consegue ser tão brega quanto elegante?

Quem sai da aula pra reclamar da vida?
Quem jura que pra tudo há saída?
Quem consegue odiar após morrer de amor?
E quem sente o prazer do abraço da dor?

Quem se perde nos dias da semana?
E quem prefere ketchup com banana?
Quem adora desarrumar a cama?
E quem é que nunca amou uma Juliana?

Quem nunca amou uma Juliana...
Esse sim não sabe o que é viver!
O prazer de sofrer em conjunto
E a dor de ser feliz nesse mundo

Amar uma Juliana
É como lembrar-se de esquecer
Só quem ama uma Juliana
É capaz de sobreviver.

sábado, 4 de junho de 2011

Vênus

Contemplamos o céu, as estrelas, o infinito, o limite humano.
Presenciamos nossa vida nos assistindo em "slow motion"
Estamos no mesmo nível de conhecimento:
Somos e sabemos que somos quem somos - sendo.
Não duvide de mim, eu vejo o que você vê
Eu quero o que você quer
Eu sou o que você é...
Não me sinto triste por nossa relutância
Mas feliz por saber que isso nunca aconteceu.
Confie em mim, pegue minha mão
Vou te levar para o mundo que foi feito para nós e sempre existiu...
e sempre esteve ali... e sempre existiu... 
Nossa dor nos alimenta
Nosso ar, nosso fogo, nossa terra... sua água...
Não sou quem eles foram e sinto que você também não.
Não vê? Nascemos um para o outro. 
Somos feitos da mesma essência, a mesma fragrância, o mesmo toque suavizador
Que faço com essa vontade de correr pros seus braços?
Que faço com esse medo de nunca poder tocar você?
Talvez eu já conheça essas respostas
Talvez você realmente precise do meu agir
E eu adoro o seu esperar...

domingo, 29 de maio de 2011

Quando o fogo não agiu


Eu sei porque tudo aconteceu dessa forma
Indesejada, previsível, súbita, lenta e cômica, às vezes...
Falta-me poder, falta-me iniciativa e sobra-te paciência.
Somos tão jovens e já não somos mais crianças
Todos os passos dados exigem muito de todos nós
E isso pode ser muito caro, se comparado à realidade.
Talvez meu problema seja o vôo que vivo
O nado aéreo
O eterno nado aéreo.
O que há para nós?
Há algo para nós?
O que mais me dói é saber que tais respostas
jamais me serão concedidas.
O universo conspira a meu favor, eu sei.
Mas talvez isso não funcione para ambos de nós
E o meu defeito é querer sempre mais, e mais, e mais...
Tanto!
E quando percebo, no final, não quero nada.
Maldita instabilidade!
Maldito ser mutável!
Maldita lua mutável!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Conflito Elementar 1

...é que quando eu me lembro que preciso respirar, percebo que, não raro, me falta muito ar.
Ou será que meus pés estão mesmo muito distantes do chão?
Ou será que meu impulso fatal me corroeria interna e suavemente?
Ou será que meus sentidos me faltariam com coerência no final das auto-avaliações?
Mas meu espírito retém o que não existiu, e continuo a aprender a não ser.
Afinal é assim que se chega a algum lugar.
Não ser ou ser pouco?

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

DualCore




No mesmo sonho descanso
"Ao sabor do acaso"
Estou acordado, estou sonhando, estou dormindo - morro!
Não é fácil seguir as linhas da natureza, quando se é tão natural quanto "dual"
Vou, estou, sou, venho, tenho...
E fico, mesmo, então.
Fico, apenas fico.

sábado, 27 de novembro de 2010

Ahava

The nighty wind smokes all my cigarettes
I only stand and think of you, to change
The cliffs, outside there, are clear and visible
And we can join as one, again
The shame and sin are the truth and the purity
We are one - you and me
Same in tune, same old song
Pouring powders, cleaning shoulders
I'm very fond of you
This is sober when I'm drunk
And you are closer when I sleep
I'd rather be alone when I'm like this
Don't want to see things like before
I'd never act like before
The second flame purifies all inside me
It's all that I longed for
And out of the body, lies the melody
Of the center and serenity
I cherish this wild thing in very secret
You and me - we are really one
Two for being the truth
And even if I never wake up from this sleep
You'll know what I knew about it
You and me - the ones who matter
While I'm drowning in the pillow 
I can just remember:
When we meet, this is going to be complete
We are going to be perfect
Just like one - you and me.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Quarto escuro nº 08


A inspiração ressurge em almas, tintas, parafusos
Panos, caixas, coisas que nunca estiveram ao meu alcance
Somos só vespas, moscas, brigando na mesma sopa
Roupas sujas, aventais que nunca foram maleados
Toque e corpo são iguais - boca e nojo também!
-os espermatozoides nunca foram ninguém
O vento artificial do quarto assombra, assombra...
A sombra da parede lembra a chuva do chuveiro
Que me lembra o choque, a morte, o fim e o novo começo
Das histórias contadas por mim e não sei quem
E viro, acordo e fumo. Deito, mexo, tento dormir
Mas não tem hora pra falar quando a si mesmo se quer ouvir
E eu grito, e eu falo: O falo é bom quando se tem também o tato
Apalpa o falo de quem tem também o tato
E a solidão é só ilusão de quem tem todo aquele a quem quer
Saudade é nostalgia, viver também é.
Mas não me seduz essa masturbação
Que é a escassez do feto quando pronto
E junto à membrana que circula ao seu redor
Mas não a toca, não a vê...
Não sente o que é calor e sede...
É só carência.
E não ter sono não é normal
Mas quando disse que sou?
A mente para.
Mas nunca fica fixa, imóvel, reta
E por esses segundos posso ser imortal
Na porcaria onde me deleito
extasiado

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Vamos quebrar a cama de novo?

Não é como sempre foi, dessa vez, não
É que me acostumei com as coisas que fazíamos
Mesmo quando não fazíamos nada
Aprendemos juntos o poder do vento - a força da amizade
O que existia não morreu em mim
E nem parece querer morrer
Só você sabe quem sou eu
Eu sei muito bem quem é você
Não somos mais crianças, e isso é o pior
Nada parece novidade, nada é atrativo
Mas essa aprendizagem é sempre deliciosa
Quando acabar, você dirá o mesmo, também
Eu sinto sua falta, minha amiga...
Mas ninguém sabe disso...
Às vezes é preciso manter distância das pessoas que amamos
Elas precisam aprender a voar sozinhas...
Mas, agora eu estou tão alto
E tenho medo de não conseguir voltar...
Sabe, aquela mesa está vazia agora
Não há outro alguém sentado comigo
Não existe mais ninguém ali, não existe!
Todo mundo passou por aqui, mas não há lugar
Tanta coisa aconteceu nesse tempinho
Quantas pessoas passaram por você...
Mas, e daí?!
Sei que, no final, depois de todos os corações que aparecem
Só sobram o meu e o seu.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Nova música

Olá, pessoal! 
"A revolta de Cronos" é a minha mais nova música, composta em homenagem ao meu tédio. 
Espero que gostem e apreciem... 
=*

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Trecho do diário de Tomas Hill - "Winnerman"

Outras novas janelas se abrem:
É dada a largada, fianlmente.
Meu coração - acelerado - grita:
- Ei, estou aqui! Olhem pra mim!
Há alguém que note? -Não!
Respondem sem medo.
Tentei aproveitar, outra vez...
Mas não foi me dado o direito, agora.
Me resta esperar por outr'ora
Quando aquele sol chegar fazendo um estrago
E atingindo o âmago
Hoje não é a hora.
Agora não é o dia.
Finda a agonia e a esperança me faz uma visita
- Que tal por os pés na calçada alucinada
de pesadelos dos mortais passantes?
Não me sinto capaz de respirar agora
E o pior: conheço muito o mundo lá fora...
Hoje não vou me arriscar.
Agora eu só quero ficar por aqui
E me preparar para outra vez... Outra chance...
Porque às vezes me custa caro vencer...
Porque vencer às vezes cansa!

                                                            

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Joana Viciada (Versão Música)


Joana era o orgulho da família
Tinhas muitos sonhos e um futuro promissor
Se entupia das palavras de seus livros
E na escola era bem melhor que o professor
Mas, um dia, em seu desejo de encontrar um bom destino
Foi parar numa cidade onde nada conhecia
Resolveu mostrar quem era, então, nesse lugar
Mas estava sozinha nessa "Terra de ninguém"
De seu medo, por acaso, viu-se própria refém
Medo de nunca crescer
Arriscou fazer seu vestibular
E, logo de cara, arranjou duas amigas
Combinaram de sair no próximo feriado
Joana até queria ir, mas teve que deixar de lado
As meninas insistiram e ela acabou sendo levada
E até ganhou uns beijos, uns amassos na balada
No outro dia Joana ficou maravilhada
Percebeu que agora era do mundo...
Visitou suas amigas e tomou um copo de Vodka
Bebeu, tremeu, sorriu.... Achou demais!
E assim foi logo, também, com o cigarro
E o lança, e o pó, e a maconha e tudo mais
Joana havia se tornado o que nunca foi para os pais
Aquela ingênua garotinha não voltaria jamais
Numa noite com as amigas foi parar numa festa
Onde todos estavam, tudo estava e também tudo o que não presta
Pegou duas garrafas e virou pra impressionar
Em meia hora duas carteiras ela conseguiu fumar
Misturou o papel, cocaína e maconha
Em duas horas desconheciam Joana:
Uma louca, alterada, perdida e atolada
Totalmente o oposto do que um dia conheceram
Seus amigos muito loucos só pensavam em "viajar"
E a maluca só pensava e não parava de fumar
E a cabeça rodava, virava uma zona
E explodiu-se o organismo de Joana
Nessa noite ela quis se libertar do seu destino
Mas, quem passa dos limites sempre acaba sozinho
Joana teve uma overdose e foi levada às pressas
Mas, não por suas amigas, que ficaram curtindo a festa
Ela não sobreviveu
Sua vida foi curta - tinha apenas vinte anos
Seus sonhos se desmancharam e o vento os espalhou
Joana agora dorme arrependida num caixão...
Joana viciada viveu o drama da balada
Numa festa onde todos usam tudo e ganham nada
Onde as portas são só grades - o atalho pra prisão
Joana viciada dorme agora embriagada
Sem amigos, sem seus livros, tão sozinha e isolada
De seus sonhos só ficou pra trás o que nunca existiu
Joana viciada dorme agora...
Sua drogada!
Joana viciada, durma agora, sua drogada!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Preciso


Preciso te ter
Poder contar com você
E acreditar que vamos dar certo
Preciso entender
Que às vezes não vou ter
Mas sempre estarei por perto
Te olhar e ver que você me vê
Sentir que sou alguém pra você
E não sentir mais medo
Saber que você quer me proteger
E ser bem mais que isso pra você
Esse é o meu jeito
Preciso aprender
A então estar com você
Mesmo quando não puder
Preciso querer
Deixar de sofrer por saber
Que posso não estar certo
Te olhar e ver que você me vê
Sentir que sou alguém pra você
E não sentir receios
Tocar suas mãos e já entender
E não temer me arrepender
E me lançar sem medo
É só o que eu preciso agora
É tudo o que eu mais quero agora
Será demais pra mim?

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O último humilde (Vs 01)

Sinto de perto o mau cheiro da burguesia
Agora sei
Ela realmente fede!
E os burgueses, nojentos
Pensam que podem comprar tudo e todos
E mesmo assim eles se fazem de honestos
e bondosos
Durmo no leito da humildade
E no peito da alegria
Não sou um burguês
E sou muito feliz
Nao preciso de nada
So preciso de pessoas
Coisas que não se vendem
Pelo menos em meu meio
Mas, e daí?
De que adianta tudo isso
Se a minha raiva continua aqui?
E ninguem vê...
Se minhas palavras são inúteis
E meu desprezo por vocês será sempre notável
Afinal,
mesmo vocês, poderosos
seriam incapazes de compreender
As coisas que digo
Pena!
O dinheiro naum pode comprar um cérebro.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Outra carta pro destino (Quem sabe ele leia dessa vez!)



Vivo numa busca desesperada e incansável pelo amor...
E, talvez, morra na esperança de um dia tê-lo.
Quantas vezes me iludi acreditando que o encontrei...
Mas, de alguma forma, sempre o perdi

Às vezes penso que ele nunca virá pra mim:
Não tenho carro nem dinheiro
Nem um bom emprego
ou um Whisky '20 anos em casa
Mas tenho um enorme coração
Preparado pra amar...
Quero alguém que acredite na mentira que é sonhar
Alguém que me beije até com os pensamentos
Alguém que se atreva a me acompanhar nas minhas maiores loucuras da vida
Alguém que tire dos seus bolsos dois ingressos pro
"Let's run and Live"...
Quero alguém que só tenha dois olhos
(E que ambos sejam pra mim!)
Alguém que me ensine a viver aprendendo comigo
Que ouça minhas canções com o ouvido do coração
E cante comigo bebendo cervejas baratas
Alguém que me ajude a encarar meus maiores medos
fazendo graça com eles
E que se engasgue tentando fumar meus cigarros
Quero alguém que me abrace como um pai,
me ajude como uma mãe
e brigue comigo como um irmão
Alguém que não se importe com meu mau-humor
E me faça rir quando estiver bravo
Quero alguém pra envelhecer do meu lado
E pra brigar comigo todos os dias por deixar a toalha molhada encima da cama,
e por todos os outros motivos...
E, enfim, quero alguém que um dia diga com o coração pra mim:
"Eu amo você"
E me convença de que o amor finalmente bateu à minha porta...

terça-feira, 23 de junho de 2009

Nu


Ele me deixou do jeito que nasci
Deitado nesse leito
Olhando sua presença, seu olhar atiça a mim
E deito no seu peito
Sua boca me convida. Eu não posso resistir
O abraço é o começo
Seu braço me aquece e o seu corpo sobre mim
Me tira o sossego


Só que eu não quero ter paz,
Pelo menos não, desta vez.
Quero sua boca nessa boca que é minha
Quero sua boca nesse corpo que é meu



Você usa a força pra colar seu corpo em mim
Meu corpo não resiste
Eu não tento resistir, pois quero te sentir.
Inteiramente dentro de mim
Uso minhas armas de silêncio pra tentar
Fazer as coisas certas
Joga sua terra, eu jogo fogo... Tudo aqui
-Língua entre as pernas...



Louco chama louco, prego a prego – BANHEIRO!
A água escorre do chuveiro
Olho em olho boca em boca – TUDO!
Meu travesseiro...!
Pele, pêlo, braço, perna, coxa, tudo, enfim...
Derrubo as paredes
Dedo, língua, olho, boca, peito em mim.
Caí na sua rede!



Então pinta. É tudo branco, mole... Molhado...
Adoro esse cheiro!
Boca passa língua entre todos os lugares
Contendo o seu recheio



Finda a noite. Beijo a boca, ganho um beijo.
Tudo está tão risonho...
Passo a mão na calça sinto tudo molhado:
Que pena...
Foi um sonho!










O Mar



Hoje senti sua falta
E venho sentido, ultimamente...
Observei o mundo, as pessoas,
E nada parecia diferente.

Tudo está como sempre esteve:
Todos alegres, tudo em seu lugar.
Mas, pra mim, existe algo errado
E parece que nada irá mudar

Encontrei amigos, revi colegas
Todos com o mesmo sorriso
Sentei na praia – olhei o mar
O mar estava comigo
O mar é tudo que preciso

Porque me sinto bem de verdade
Quando me completo nessas águas
Elas levam e trazem
Energias osciladas
E me levam daqui... Pra um lugar distante
Onde estamos juntos
Observando o horizonte...

Nada continua o mesmo
Quero você aqui
Mas, já que não estás
Tento seguir

No mar escrevo o amor...
E posso escrever uma cidade distante!
Quero muito estar com você
Cada minuto passa num instante
Quando estou sozinho...

Ficarei bem... Mas olharei pra trás
Verei que algo ficou... E vai fazer falta demais:
É “O mar”!...
O mar do amor...
Do nosso amor....

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Fogo e Ar

Venha viver comigo um amor selvagem
Venha se desfazer com meu calor a derreter seu gelo
Venha soprar essas palavras picantes no meu ouvido
Venha ficar comigo a observar os outros sorrindo da gente
Serei você a todo instante
Estarei em você no seu pensamento
Porque eu quero seus finos lábios nos meus grossos lábios
Quero ser teu alimento saciando sua fome
E nossa sede é morta com a saliva em nossos beijos

Me aqueça superiormente com essa delícia de braços
Eu observo pelo espelho enquanto os movimentos se apressam
A saudade é uma ligação de súplica urrando seu nome
E as mentiras se convertem em um drink brindado por nós!
Porque você é o sol que faz minha pele expelir suor
Você é o vento que me faz tremer no frio
E seu olhar me atiça entre portas e janelas
Nosso ninho fica completo rodeado de álcool e fumaça
Você é selvagem e atiça minha vontade
Há um desejo que me queima a todo instante
Se eu ficar sem você, o que faço dessas palavras?
Eu te deixo a incerteza que convida a vontade:
Abra minha cova e enterre sua montanha
De maldade...
Venha viver comigo um amor selvagem
Daqueles que ainda se escondem entre os passos na calçada
Venha ascender meu sol, seja minha lua!
Será o meu aquário enquanto serei o carneiro ardente
Venha se desligar das "palavras-terceiras"
E comer minha vontade com seu ar de "eu sei fazer!"
Sou seu fogo e você meu ar...
E meu desejo ativa sua imaginação...
Venha viver comigo um amor selvagem
Eu serei a libélula e você as minhas asas
Me ensina a voar por um inferno desconhecido
E queimaremos esse desejo que se torna insaciável
Venha comigo...
Venha viver comigo um amor SELVAGEM...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Primeira Carta de [quase] Amor

A noite passa...
Os corpos descansam...
Os amantes se beijam...
E eu me acabo aos poucos.
Se estivéssemos juntos, seria diferente.
Não sentiria esse vazio


Uma ausência incomodante
Um desejo insaciável
Que sinto ultimamente
Por que me deixou?
Não fiz nada incerto
Talvez o tempo tenha errado
Em nos por no mesmo caminho.
E no crepúsculo do amanhã
Sentir-me-ei mais sozinho que ontem
Olharei ao meu redor
E não verei ninguém senão minha própria solidão...
Tentarei descansar e esquecer
Que hoje não pertenço a você.
Que todos aqueles sonhos que construí
Inocentemente escaparam de meus planos
Que futuramente seriam compartilhados
Por essas estradas que me acercarão
E por meio do vão do acaso
Soltei-os como balõezinhos de ar
Que se vão sem saber pra onde...
Carregando a inócua certeza do amor que ainda sinto:
Que não vai passar até amanhã
Que não vai mudar até que eu mude
Que não vai cessar até que eu morra...